terça-feira, 8 de setembro de 2015

Podcasts Podcast 043: Entrevista com o OmegaCast

Hoje o Nerdópole Entrevista o site de um dos Maiores e melhores Parceiros, Claudio "O Dragão Dourado" do Omegacast, Um dos grandes Podcasts das antigas Claudio vem tocando seu projeto contra todas as adversidades e hoje recebe nossa homenagem, seguramos o Dragão pela cauda e fazemos ele contar dos os segredos se seu projeto agora em:



Entrevista com o OmegaCast


Nerdópole- Primeiramente, nos fale, como surgiu a ideia de se começar o Omegacast e qual é sua ideia principal. E também o porquê desse nome?


Claudio "O Dragão Dourado"- Bom o Omegcast surgiu em conversas do antigo chat do Now Loading no MSN que começamos a decidir que íamos nos juntar e gravar um cast, e conversando surgiu o Omegared Cast mas como eu vi que tinha um podcast gringo com esse nome eu sugerir pra formar tirar o red e ficou Omegacast, ai nisso falamos e discutimos o nome do blog que começou como Omega Paradise e depois por influência de Lost mudou para Omega Station.


NP- Como foi formado o time de gravação do Omegacast? Vocês já se conheciam, ou foram se encontrando pela internet e resolveram começar a gravar um podcast?


Dragão- Foi de uma forma até bem orgânica, foi a galera que mais se falava por Skype, e estava mais empenhada no projeto inicialmente, no caso eu, o Trent e o Fabio, como eu já tinha gravado algumas conversas aleatórias e treinado a edição com o Audacity e até pego dicas de captura de áudio com o Jovem Nerd, sim ele foi ultra simpático respondendo alguma duvidas por e-mail, ai me programei e eu agendei uma data chamei todo mundo e gravamos.


Entrevista com o OmegaCast


NP- Sobre o Nihon no Sekai, nos fale quais assuntos são abordados dentro dele, como ele funciona dentro da página do Omegacast e como você os escolhe os temas.


Dragão- O Nihon no Sekai é uma coluna que eu criei pra falar de algo que sou completamente apaixonado a cultura japonesa, e certos assuntos dentro da cultura japonesa era difícil você achar um texto que fosse de fácil compreensão pra quem já não era fã da cultura japonesa ou a informação é extremamente fragmentada tendo que ler muitas matérias pra se ter uma visão mais ampla disso, então como eu queria falar sobre isso resolvi começar escrever de uma forma mais simples e pessoal sobre esse assunto que até hoje sou um apaixonado, para que todos possam compreender com mais clareza a cultura japonesa como se tivesse um amigo que soubesse muito e vendo o seu interesse senta do seu lado e explica o que você quer saber, e normalmente eu pesquiso muito as vezes são semanas até meses pesquisando e lendo sobre um assunto pra sair uma matéria. Eu geralmente escolho os temas conforme eu vou estudando e aprendo mais e vejo assuntos que merecem mais atenção ou sobre algo que vejo que muitos só conhecem superficialmente.


NP- Uma pergunta que não quer calar, pelo seu perfil, o tema do podcast deveria ser muito mais voltado ao mundo nerd e cult, mas vocês resolveram fugir disso, seria por muitos podcasts já tratarem desse tipo de assunto ou só queriam algo diferente?


Dragão- Na verdade, nós sempre gravamos o que queríamos gravar, então desde o começo nos reuníamos ai cada um escolhia um tema, eu corria atrás agendava e gravávamos, e depois que a lista acabava nos reuníamos e fazíamos outra, e isso ocorreu enquanto tinha mais gente na equipe, quando ficou só eu não tinha mais ninguém pra escolher, mas o temas saiam diferentes pois nós éramos e ainda somos nerds diferentes, cada um com seus gostos diversos.


NP- Vamos de polêmica, o que houve entre 10 de outubro de 2013 e 5 de março de 2015? Não esconda nada, nos conte tudo, risos.


Dragão- Na verdade nem é tão polêmico assim, ou pelo menos eu acho que não é, foi que as gravações começavam a não dar certo, eu agendava corria atrás e marcava e no dia ninguém aparecia nem da equipe, ai tentava marcar pra falar de temas , mandava e-mail, cobrava, procurava o melhor dia pra  gravar e  ver novos layouts , mas ninguém mais me respondia depois de 7 meses nisso eu fiquei se saco cheio e parei de correr atrás e eu mesmo deixei pra lá, dois meses depois disso como eu gosta muito do projeto resolvi tomar as rédeas de vez e dei continuidade, reformulei todo site, nesses período alguém tinha roubado a senha de um dos integrantes e  bagunçou todos os códigos internos, ei eu fui reinstalei o Wordpress do zero, puxei todas as matérias e limpei todos os posts um a um , adaptei um novo layout e coloquei ele no ar, escrevi novas matérias pro Nihon no Sekai e replanejei todo o Omega, criei um plano para os casts  escolhi todos os temas , e corri atrás pra gravar e voltar com o Omegacast também.


Entrevista com o OmegaCast


NP- Vocês estão na ativa desde 2009, qual é o segredo para continuar com o projeto e não desistir, apesar das adversidades da resposta anterior e de outros problemas?


Dragão- Primeiramente porque é um projeto que eu me esforcei muito e tenho um profundo carinho e amor por ele, isso me dá um espaço para ter liberdade criativa e isso dá um sabor especial ao Omegacast e ao Omega Station que é um projeto que amo muito.


NP- Uma coisa importante para um podcast é a sua organização, como você agenda as gravações, qual são os requisitos para os convidados para cada gravação?


Dragão- Bom antes nós só pensávamos no máximo 3 casts a frente e isso dando muito trabalho pra agendar, e desde que eu tomei as rédeas de vez eu decidir impor a mim mesmo metas e prazos e começar a fazer um planejamento de casts a mais longo prazo, eu bolei uma planilha e coloquei lá todos os temas para um ano de cast, e conforme iam acontecendo adversidades ou sucessos eu ia atualizando e replanejando, e isso eu controlo diariamente, e como o tema definido eu vejo o rumo que quero que ele tome e convido pessoas nessa vibe, por exemplo o de política eu busquei pessoas que mesmo com opiniões opostas conseguiriam se respeitar e discutir o tema com inteligência, outros como os de desenhos atuais que são legais, busquei gente que hoje em dia vê desenhos novos e que gostam deles, o de filosofias de lugares inusitados busquei fazer uma ode a uma série do finado pó de cash e que pudéssemos viajar na filosofia sem medo, mas as vezes a discussão leva pra algo totalmente diferente do que eu planejei e acaba me surpreendendo positivamente como o de politicamente correto que achei que íamos descer a lenha nele, e acabamos durante a conversa vendo que ele tem até uma razão de existir mas é totalmente mal aplicado hoje em dia.


NP- Tem muita gente que acha que podcast no Brasil tem que ter bastante humor, você acredita que sem esse humor, o público pode fugir de algum podcast? Qual é o limite do humor durante a gravação?


Dragão- Eu na minha opinião gosto quando o humor é natural, eu me cito como exemplo nesse caso pois eu vivo fazendo piadinhas, não só em cast mas na vida, em qualquer discussão, então quando eu gravo não vou ser diferente e tem muitos podcaster que também tem esse jeitão, uns mais outros menos, o ruim é quando o humor é forçado e se vê que isso ele estão forçando pra fazer uma piadinha, como até podcasters grandes estão fazendo. Mas não acho que ele é estritamente necessário, como no exemplo do escriba café que é um podcast de história sério sem piadinhas, mas é um podcast incrivelmente imersivo, fantástico e bem produzido.


NP- Tenho uma curiosidade, muitos podcasts gravam vários assuntos repetidos, um exemplo é Histórias de Colégio, recentemente, você colocou no ar o Omegacast 53, qual é sua opinião aos temas que são usados em inúmeros podcats?


Dragão- Isso é muito nebuloso, existem temas e temas, esses de histórias e vivencias não importa quantas vezes façam, cada um tem uma história diferente pois cada vida é diferente da outra e cada vivencia e experiência foram diferentes e mesmo que fossem parecidas em cada um lidou de um jeito e isso afetou cada um de um jeito, isso mesmo que o tema for repetido nunca vai ser o mesmo cast, mas tem os temas populares tipo filmes, mas embora seja o mesmo filme a mesma obra analisada, cada um vai ter uma visão, uns mais técnicos, outros mais filosóficos, outros mais emocionais, outros mais racionais, e muitos vão por todas essas visões em conflito, não vejo isso como problema, pra mim é a chance de gerar uma pluralidade de opiniões muito boa. Mas tem gente que simplesmente faz um remake de podcasts grandes, e acho que isso é chato e ruim, eu acho que você tem que ser verdadeiro com sua opinião, por o seu espírito no cast que participa e grava, pôr o seu espírito no tema.


Entrevista com o OmegaCast


NP- Quando um podcaster participa como convidado em um tema como One Piece, onde você participou do episódio a respeito no próprio Omegacast, Paranérdia e recentemente aqui no Nerdópole, acho isso muito legal, mas já vi gente reclamando, tem alguma opinião sobre isso?


Dragão- Bom não acho isso ruim, não é ruim você chamar um convidado que entende e é apaixonado pelo assunto, mesmo que ele tenha falado disso em outro podcast, exatamente nesses 3 exemplos onde eu falei de One Piece, no Omega a gente abordou uma visão, no Paranerdia outra e no Nerdopolis outra e se eu gravasse outros eu mesmo ia me incumbir de dar outra para aquele cast, é a mesma coisa com o Fat Frog falando ou de Avatar ou de Star Trek, ele manja ele é apaixonado por essas obrar, e eu dou muito valor quando ele está falando desse tema pois sei que ele está sempre revendo e se aprimorando por paixão a esses temas. Se o pessoal reclama, na minha opinião, não está tendo a visão correta do cast e da pessoa, que nunca é a mesma pois o tempo e a maturidade faz ela evoluir até nas opiniões.


NP- Considerações Finais?


Dragão- Bom agradeço ao Marcos e o Cossildo pelo interesse nesse humilde podcast que faço com tanto amor e carinho, e na visão podcastal desse singelo Dragãozinho sobre essa podosfera de meu Deus, espero que para quem leia possa ser de alguma valia para o entendimento, conhecimento e quem sabe uma visão diferente sobre as coisas sobre esse que é uma paixão para mim, o Omegacast e o Omega Station. Um Omega abraço a você amigo leitor e para o Marcos e o Cosso e até uma próxima, e vejo todos vocês nos e-mails do Omegacast.

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