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Podcast post 032: Perfil Tem um Tigre no Cinema "TigreCast"

Continuamos nossa saga de conhecer nossos e os seus Podcasts favoritos, hoje conversamos com Tiago Lira do todo poderoso, Tem um Tigre no Cinema, então sem muita enrolação, vamos descobrir um pouco mais sobre este programa fantástico agora em:



Tem um Tigre no Cinema, Podcast TigreCast


Visite o Site: Tem um tigre no Cinema


1- Nos diga como surgiu a ideia do site e do podcast sobre cinema.


Começou como a maioria: passei de ouvinte a produtor, mas de maneira diferente. Não acordei um dia planejando fazer o podcast, mas fui convidado pelo Ricci Jr, da Rádio São Paulo Digital, a produzir um programa de cinema para fazer parte da programação da rádio on-line. Ainda hoje o podcast é retransmitido lá, mas com um certo atraso por causa de feriados em que não houve programação.


2- Como são escolhidos os filmes e os temas que serão discutidos no podcast?


Sou um tanto ditador nisso. Eu escolho 99% das pautas sem consultar os outros participantes. Misturo vontade de falar um filme que não vejo há algum tempo ou a necessidade dele aparecer naquele momento. Por exemplo, o episódio 89 foi sobre Mad Max porque na semana seguinte iria estrear o filme novo. Desde o episódio 50, voltamos o número de anos do episódio (50 anos atrás, 60 anos e assim vai...), então já falamos de filmes da década de 1920 e 1930. E nos de final 5, eu costumo fazer algo mais descontraído, como a montagem de listas.


3- Quais são os principais requisitos para um convidado ser chamado para a gravação do TigreCast?


Depende do perfil do episódio. Se for pra falar sobre um blockbuster, eu não exijo um conhecimento tão aprofundado da arte. A listas são divertidas, e basta a pessoa ter assistido os filmes, já que não há tempo para se aprofundar no tema. As amizades e que formei nesses quase quatro anos já são suficientes para saber quando e se vou chamar alguém novo para temas mais complexos. Mas os ouvintes tem a oportunidade de participar se forem nossos patronos a partir de um certo valor no Patreon.


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4- Qual é a equipe que grava normalmente o TigreCast?


Além de mim, o mineiro radicado em São Paulo Marcelo Zagnoli, que conheci no curso do Pablo Villaça, e o Matheus de Souza, lá do Gama-DF, que conheci pela comunidade Podcasters BR no Facebook. O conhecimento dos dois às vezes me espanta, principalmente a do Matheus por ser dez anos mais novo que eu.


5- Como você divulga o seu conteúdo, para que a audiência seja atraída para visitar seu site e ouvir o podcast?


Espalho por todas as redes sociais que posso, porque a concorrência é grande. De vez em quando, distribuo alguns convites de cinema para os meus seguidores e com isso crio um mailing, mas esse uso é bem menor.


6- como existem vários podcasts sobre cinema, qual é o diferencial para que as pessoas escutem o Tigrecast?


Boa pergunta. De acordo com o TeiaCast, 121 podcasts falam sobre Cinema e TV no Brasil, o que representa 15% do mercado podcastal, mesmo que nem todos estejam ativos. O que tento fazer de diferencial é ir além de conversar sobre o filme, mas apontar detalhes do que o diretor gostaria de passar com aquela cena em especial, as camadas não aparentes e algum detalhe técnico. Além disso, contextualizamos com o cenário da época para mostrar como o mundo influência a arte. Por exemplo, o estilo gore teve um revival no cinema americano nos anos 2000 porque os EUA ainda sofriam o impacto do ataque de 11 de setembro.


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7- Existe alguma influência para o formato escolhido do programa?


Quem disse que não teve um pezinho ali no Nerdcast não será sincero em 90% das vezes. A divisão em blocos veio de lá, mas a maior influência foi o formato de rádio. Era até um pouco mais forte, já que eu incluía músicas inteiras entre os blocos, mas comecei a perceber que isso quebrava o ritmo. Por isso agora as músicas ficam no encerramento.


8- Quanto tempo em média demora para que o podcast seja gravado, editado e colocado para se baixar?


As gravações geram cerca de 2h a 2h30min de material bruto. Tenho levado 4 ou 5 dias para editar, trabalhando mais ou menos 2h por dia neles. Então, começo a editar na sexta e faço isso até a quarta seguinte. Tenho me esforçado para ter o episódio no ar à 0h01 de quinta, mas nem sempre dá certo.


9-Que tipo de filme você mais gosta de assistir, o que viu de bom ultimamente e o que você espera de bom no cinema pelos próximos meses.


Eu gosto de assistir qualquer coisa, mesmo que não escreva ou fale sobre elas. Então você vai me achar em blockbusters ou naquele filme iraniano que só vai passar nos cinemas de arte e que, infelizmente, nem chegará nas cidades menores. Os últimos filmes que saí muito satisfeito foram Divertida Mente, Mad Max: Estrada da Fúria e A Espiã Que Sabia de Menos. E eu tento ir ao cinema sem expectativa nenhuma, porque é ela que mata. Então, estou esperando por tudo. Só não consigo esconder minha empolgação com Star Wars: O Despertar da Força. É o único filme que digo “cala a boca todo mundo”!


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10 - Qual a principal meta do projeto?


Um passo de cada vez, claro. Atualmente, é aumentar a taxa de downloads semanais e a interação entre os ouvintes. Existem outras expansões como o redesign do layout, a produção de vídeos e fazer críticas sobre séries, mas não é possível no momento.


11 - Existe alguma coisa que possa fazer o tigre fechar suas portas?


É uma pergunta capciosa. Hoje eu consigo me dedicar bem ao site porque o meu trabalho oficial é de meio período, o que me dá a possibilidade de ir à cabines de imprensa, escrever e editar nos meus tempos livres. Se o meu tempo for mais escasso no futuro, esse seria um dos empecilhos. Apesar dele já ser em partes. Eu fiz uma entrevista em vídeo com Timothy Zahn, autor de um dos livros mais cultuados do universo expandido de Star Wars, e ela nunca foi ao ar porque não achei tempo para editar.


O outro seria a pressão familiar, e eu digo isso para qualquer podcaster. Se a produção atrapalhar seu casamento, a relação com seus filhos, repense. Vejam o caso do Lucien do CabulosoCast. Ele sabe das responsabilidades dele, e semana passada lançou um episódio falando das suas dificuldades, e agora que o tempo dele vai ficar menor, o podcast tem risco de encerrar, mesmo sendo um dos mais famosos do nicho.


12 - O site, quem cuida do visual? E ele da tanto trabalho quanto o Podcast?


O visual do site em si é pouquíssimo alterado. Ela está na plataforma Wordpress, então eu um uso um padrão com mínimas alterações. Uma outra meta é arranjar um profissional para resolver isso, mas para isso eu preciso de um pouco mais de renda.


Equipe Nerdópole: Muito Obrigado Tiago por responder a nossas duvidas.


Agradeço ao Marcos pelo convite para fazer a entrevista, participar do podcast sobre Capitão América, e aos leitores e ouvintes do Nerdópole. Entendam que não estamos competindo, porque acredito que quem ouve podcast não deixa de assinar um em detrimento do outro. Somos, em geral, agregadores de conteúdo. Eu tenho 39 podcasts assinados no meu feed e mesmo não tendo mais tempo de ouvi-los na época da lançamento, é bom ser consumidor e produtor dessa mídia tão fantástica.


Tiago Lira


Tem um Tigre no Cinema