domingo, 18 de maio de 2014

Crítica - Godzilla

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Godzilla, e em uma nova tentativa chega aos cinemas mais uma releitura do sucesso japonês, com a falta constante de novos temas e roteiros para o cinema, o ocidente vem tentado reproduzir sucessos de bilheteria do oriente.


E tudo começa em uma corrida do homem tentando dominar a natureza, uma natureza adormecida, pré histórica, que começou a ser re descoberta em 1954, através dos cientistas japoneses, onde nos remete aos dias atuais, onde a população mal desconfia, não ser a espécie dominante do planeta.


E mais uma vez em 2014, os estúdios tentam nos dar uma nova re leitura do monstro mais conhecido no mundo inteiro, o eterno e famoso Godzilla, criado em 1954 pela Toho Co., Ltd conduzido pelas mãos do novato, e não menos talentoso diretor Gareth Edwards (Monstros), e nos dá uma visão não muito desconhecida, para aqueles que já conhecem o lagarto mais famoso do mundo.


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Com um roteiro, do também novato Max Borenstein, a partir da estória de Dave Callaham (Os Mercenários e Doom A Porta do Inferno), nos trazem uma interessante visão, diferentemente do Godzilla de 1998, e não poderia ser diferente, ainda mais com as releituras desde o filme Batman Begins, recontando as origens, e respeitando os personagens originais, tentando dar uma nova vida, num mundo onde a originalidade das historias andam muito fracas.


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O roteiro é soberbo, gigante, quando os monstros são centralizados, onde somos meros espectadores durante o embate em busca de sua sobrevivência, e isso é o verdadeiro chamariz do filme, mas infelizmente não se pode dizer o mesmo dos personagens humanos vividos pelos atores Aaron Taylor-Johnson (Kick Ass) e Elisabeth Olsen (Novo Old Boy), onde não há empatia alguma pelos personagens, chegando ao ponto em que o espectador se preocupará mais certamente da cena da fuga de um cachorro assustado do que com este casal, ainda mais tendo um Bryan Cranston e Juliette Binoche mal aproveitados em um filme que poderia ser muito maior, do que o proposto.


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Mas apesar do filme falhar em personagens humanos fracos, é soberbo no tema dos monstros, dando a grandiosidade que o tema merece e nas mãos de Gareth Edwards, alcança a grandiosidade de uma visão ocidental deste personagem japonês, o surgimento do grande Gojira, citado pelo Dr. Serizawa (Ken Watanabe), numa releitura de um personagem sexagenário e quem sabe assim ganhar nova vida e continuar sendo o Rei dos Monstros.


Marcio Escudeiro

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